Andar de casa às costas, qual caracol, nos últimos onze anos de vida, faz-me ponderar se quero, de facto, caracolar, lenta e interminavelmente, até ao fim dos dias...
Noites em branco, na gana de corrigir o que não tem correcção, fins de semana em que a família é relegada para quarto plano e fica arrumada dentro de casa enquanto me mumifico num recôndito escritório atafulhado de dossiers e planificações que reformulo infinitamente... os filhos que reclamam a mãe ausente, um marido que desempenha dois papéis no palco da casa: pai e mãe... mas depois surge o consolo de uma outra mãe, reconhecida, que me mostra as evidências das marcas que a minha passagem deixaram no seu rebento... e aí, aí apagam-se todas as lágrimas e a pequenina chama de ensinar renasce em mim!
Uma outra forma de partilhar escritos... para a contribuição e manutenção do clube dos poetas vivos... para todos os que amam ler... e escrever
sábado, 31 de outubro de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Venenos de deus, remédios do diabo

Venenos de Deus, Remédios do Diabo é um livro que se lê como uma lufada de ar fresco. Neste romance somos, como Mia Couto nos tem vindo a habituar, envolvidos pela magia e atmosfera que este autor coloca nas palavras que reinventa.
Neste livro retrata-se Moçambique, ou uma pequena parte deste país, que conhecemos pela mortificante mentira que nasce e morre com a história. Fica-nos a dúvida: será o que vivemos verdadeiro? Não passará tudo de uma grande e terrível mentira? Um médico (que afinal não era bem médico) português resolve tornar-se cooperante em Vila Cacimba, zona moçambicana onde pretende encontrar a mulata Deolinda que conhecera em Lisboa e por quem se "perdera de amores". Enquanto aguarda a chegada da amada (que jamais regressará), que terá supostamente partido para frequentar um estágio em parte incerta, o médico Sidónio Rosa vai descobrindo os segredos e mistérios que envolvem a família de Deolinda – uma rede de mentiras na qual se deixa envolver, sem saber, no final, onde está a verdade de tudo o que viveu e vivenciou.
Baltasar e Munda, dois dos protagonistas, serão certamente uma homenagem aos “loucos” Baltasar e Blimunda de José Saramago.
Os pensamentos do autor são certeiros, mas pungentes. Resta-nos acreditar na epígrafe: “A imaginação é a memória que enlouqueceu” (Mário Quintana).
Saliento o bonito excerto: “Eu sou o viajante do deserto que, no regresso, diz: viajei apenas para procurar as minhas próprias pegadas. Sim, eu sou aquele que viaja apenas para se cobrir de saudades. Eis o deserto, e nele me sonho; eis o oásis, e nele não sei viver”.
Neste livro retrata-se Moçambique, ou uma pequena parte deste país, que conhecemos pela mortificante mentira que nasce e morre com a história. Fica-nos a dúvida: será o que vivemos verdadeiro? Não passará tudo de uma grande e terrível mentira? Um médico (que afinal não era bem médico) português resolve tornar-se cooperante em Vila Cacimba, zona moçambicana onde pretende encontrar a mulata Deolinda que conhecera em Lisboa e por quem se "perdera de amores". Enquanto aguarda a chegada da amada (que jamais regressará), que terá supostamente partido para frequentar um estágio em parte incerta, o médico Sidónio Rosa vai descobrindo os segredos e mistérios que envolvem a família de Deolinda – uma rede de mentiras na qual se deixa envolver, sem saber, no final, onde está a verdade de tudo o que viveu e vivenciou.
Baltasar e Munda, dois dos protagonistas, serão certamente uma homenagem aos “loucos” Baltasar e Blimunda de José Saramago.
Os pensamentos do autor são certeiros, mas pungentes. Resta-nos acreditar na epígrafe: “A imaginação é a memória que enlouqueceu” (Mário Quintana).
Saliento o bonito excerto: “Eu sou o viajante do deserto que, no regresso, diz: viajei apenas para procurar as minhas próprias pegadas. Sim, eu sou aquele que viaja apenas para se cobrir de saudades. Eis o deserto, e nele me sonho; eis o oásis, e nele não sei viver”.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Lição de tango

Neste livro, Lição de Tango,a autora se focaliza-se nas vivências de duas mulheres, com histórias de vida muito peculiares, as quais acabam por tornar-se muito unidas em virtude das circunstâncias do destino. Este romance tem por cenário a cidade de Milão onde habitam as protagonistas, Giovanna e Matilde. Ambas apresentam um passado intenso, marcado por alguns acontecimentos dramáticos que serão determinantes na construção do presente de Giovanna, uma encantadora antiquária, casada e mãe de uma jovem adolescente, e de Matilde, uma pobre idosa que vive numas águas furtadas, de onde se recusa terminantemente a ser despejada. Um rol de acontecimentos dramáticos leva a que estas duas mulheres se aproximem, sendo que Matilde ajudará Giovanna a encontrar a serenidade e a reencontrar o amor, enquanto Giovanna acompanha Matilde na sua caminhada final. Há personagens fascinantes, como Éric Junot ou Alessandro M., que nos seduzem pela sua componente misteriosa... Uma leitura de fácil digestão, sem grandes inovações narrativas... todavia, uma boa história de Verão.
domingo, 31 de maio de 2009
Cem anos de solidão

Gabriel García Márquez demarca-se como grande narrador e consegue envolver-nos em prodigiosos jogos de palavras, assentes nas inúmeras gerações de uma família que nada deve à fortuna. Cem Anos de Solidão é uma parafernália de páginas de intensidade aterradora que contrastam com suaves,mas não menos devastadores, momentos de sublime descrição.
Macondo é povoação que acompanhamos desde o seu nascimento à sua aterradora decadência. Buendía é a família com a qual nos familiarizamos ao longo de inúmeras páginas. Gentes de absolutos extremos: alguns taciturnos, outros boémios, alguns ensimesmados ou outros arruaceiros;gentes cujos nomes se confundem no desenrolar da narrativa, vidas que se entrelaçam, confundindo-se e confundindo-nos. Mortos que se passeiam, uma menina que come terra e cal das paredes, relações incestuosas, médicos invisíveis que escrevem cartas... a única e derradeira certeza é a de que todos os afluentes desaguam invariavelmente e irreversivelmente numa densa solidão.García Márquez fala-nos das relações familiares, das afinidades, de amizade e amor, da importância de cada uma delas e do modo pouco sensato como edificamos, diariamente, todo este rol de relações. Um dos livros que levaria para uma ilha deserta, se apenas pudesse escolher dez... a ler, reler e ler ainda, sempre, para a vida...
Macondo é povoação que acompanhamos desde o seu nascimento à sua aterradora decadência. Buendía é a família com a qual nos familiarizamos ao longo de inúmeras páginas. Gentes de absolutos extremos: alguns taciturnos, outros boémios, alguns ensimesmados ou outros arruaceiros;gentes cujos nomes se confundem no desenrolar da narrativa, vidas que se entrelaçam, confundindo-se e confundindo-nos. Mortos que se passeiam, uma menina que come terra e cal das paredes, relações incestuosas, médicos invisíveis que escrevem cartas... a única e derradeira certeza é a de que todos os afluentes desaguam invariavelmente e irreversivelmente numa densa solidão.García Márquez fala-nos das relações familiares, das afinidades, de amizade e amor, da importância de cada uma delas e do modo pouco sensato como edificamos, diariamente, todo este rol de relações. Um dos livros que levaria para uma ilha deserta, se apenas pudesse escolher dez... a ler, reler e ler ainda, sempre, para a vida...
Brecht
Primeiro levaram os negros
Primeiro levaram os negros
Mas eu não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas eu não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas eu não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho o meu emprego
Também não me importei
Agora estão a levar-me
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.
Bertolt Brecht (1898-1956)
Primeiro levaram os negros
Mas eu não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas eu não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas eu não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho o meu emprego
Também não me importei
Agora estão a levar-me
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.
Bertolt Brecht (1898-1956)
As intermitências da Morte, José Saramago

No primeiro dia do ano de um país específico (e durante um ano consecutivo) as pessoas deixam de morrer. Alguns, agonizantes, sofrem a não morte e acabam por ser levados pelos familiares para o país fronteiriço, onde a morte continuava a trabalhar. Acaba por se constituir uma máfia que enriquece à custa de transportar doentes terminais para o país vizinho, onde acabam por morrer e ser enterrados.
No final de um ano a morte apresenta-se através de uma carta de cor violeta, dirigida ao director de um jornal, na qual explica o porque da sua interrupção de matar ( elucidando o horror que seria para a humanidade se todos deixassem de morrer) e declara que a partir daquela data as pessoas voltarão a morrer, com um aviso prévio de 8 dias, através de uma carta de cor violeta que receberão, assinada pela própria morte. Alguns aproveitam os derradeiros momentos até às últimas consequências, outros entram em total desespero, mas, mesmo tentando o suicídio, nenhum consegue antecipar os 8 dias estabelecidos.
Certo dia, por qualquewr imprevisto que escapou à própria morte, uma carta enviada volta para trás 3 vezes, e o violoncelista que era suposto morrer aos 50 anos continua vivo e a dar concertos. A morte sente-se frustrada por ter falhado após tantos séculos de serviço bem concretizado e decide perseguir o violoncelista. Segue-o na sua vida, travestindo-se de mulher fatal, qua acaba por conquistar este solitário cinquentão que, há anos, desconhecia a companhia feminina, vivendo só com o seu cão. O violoncelista acaba por se apaixonar pela morte e envolve-se com ela, beijando-a, fatalmente, na boca. A morte, que jamais havia dormido durante a sua milenar vida, após essa noite de amor, acaba por adormecer... e no dia seguinte ninguém morreu.
Bem ao estilo saramaguiano, as críticas à Igreja católica não são poupadas. Um livro de uma ironia e um sarcasmo contagiantes. A não perder! E a reler!
No final de um ano a morte apresenta-se através de uma carta de cor violeta, dirigida ao director de um jornal, na qual explica o porque da sua interrupção de matar ( elucidando o horror que seria para a humanidade se todos deixassem de morrer) e declara que a partir daquela data as pessoas voltarão a morrer, com um aviso prévio de 8 dias, através de uma carta de cor violeta que receberão, assinada pela própria morte. Alguns aproveitam os derradeiros momentos até às últimas consequências, outros entram em total desespero, mas, mesmo tentando o suicídio, nenhum consegue antecipar os 8 dias estabelecidos.
Certo dia, por qualquewr imprevisto que escapou à própria morte, uma carta enviada volta para trás 3 vezes, e o violoncelista que era suposto morrer aos 50 anos continua vivo e a dar concertos. A morte sente-se frustrada por ter falhado após tantos séculos de serviço bem concretizado e decide perseguir o violoncelista. Segue-o na sua vida, travestindo-se de mulher fatal, qua acaba por conquistar este solitário cinquentão que, há anos, desconhecia a companhia feminina, vivendo só com o seu cão. O violoncelista acaba por se apaixonar pela morte e envolve-se com ela, beijando-a, fatalmente, na boca. A morte, que jamais havia dormido durante a sua milenar vida, após essa noite de amor, acaba por adormecer... e no dia seguinte ninguém morreu.
Bem ao estilo saramaguiano, as críticas à Igreja católica não são poupadas. Um livro de uma ironia e um sarcasmo contagiantes. A não perder! E a reler!
Delfina Vernuccio
Os corvos de Avalon, Marion Zimmer Bradley

Os Corvos de Avalon
Um fantástico épico onde o poder feminino das sacerdotisas de Avalon e os rituais mágicos (associados à fertilidade da Mãe Natureza) e sensuais dos druidas nos prendem da primeira à última linha.
A salientar a força guerreira de Boudica que, em defesa das suas filhas violadas pelos soldados romanos, se deixa possuír pela Senhora dos Corvos, Morrigan, e acalenta um desejo de vingança que, batalha após batalha, a conduz à morte terrena, mas à vida eterna ao lado do seu amado rei,Prasutagos.
Interessante o percurso da sacerdotisa Lhiannon, narradora dets história, que se mantém casta, contrariando o seu amor por Ardanos, em prol do bem comum e em defesa do património cultural dos bretões. Lhiannon sobrevive a todas as batalhas e torna-se guardiã das tradições druidas na nova Bretanha Romana, como alta sacerdotisa da casa da floresta.
A magia do mundo celta no seu melhor!
A par de Salto Mortal este é, sem dúvida, o melhor dos livros de Marion Zimmer Bradley!
Um fantástico épico onde o poder feminino das sacerdotisas de Avalon e os rituais mágicos (associados à fertilidade da Mãe Natureza) e sensuais dos druidas nos prendem da primeira à última linha.
A salientar a força guerreira de Boudica que, em defesa das suas filhas violadas pelos soldados romanos, se deixa possuír pela Senhora dos Corvos, Morrigan, e acalenta um desejo de vingança que, batalha após batalha, a conduz à morte terrena, mas à vida eterna ao lado do seu amado rei,Prasutagos.
Interessante o percurso da sacerdotisa Lhiannon, narradora dets história, que se mantém casta, contrariando o seu amor por Ardanos, em prol do bem comum e em defesa do património cultural dos bretões. Lhiannon sobrevive a todas as batalhas e torna-se guardiã das tradições druidas na nova Bretanha Romana, como alta sacerdotisa da casa da floresta.
A magia do mundo celta no seu melhor!
A par de Salto Mortal este é, sem dúvida, o melhor dos livros de Marion Zimmer Bradley!
Delfina Vernuccio
Rio das Flores, Miguel de Sousa Tavares
A saga de uma família alentejana com origens sevilhanas, os Ribera Flores, proprietários rurais que vivem por e para a terra. Os filhos de Manuel Ribera Flores, Pedro e Diogo, são dois irmãos com maneiras de viver e de estar completamente antagónicas. Diogo vive sufocado num Portugal salazarista e, desafiando todos os valores conservadores da sua tradicional família alentejana, encanta-se de amores por Amparo, uma cigana com a qual acaba por casar. Mas a sua sede de liberdade, com o passar dos anos, fá-lo fugir para o Brasil dos seus sonhos, em busca de um Mundo Novo. E o seu medo inicial, quando afirma "tenho medo que a liberdade se torne um vício", acaba por se confirmar. Diogo troca a sua maravilhosa e sensual Amparo pela mulata benedita e deixa a terra que o viu nascer pelo novo e desconhecido Brasil. Pedro, por seu turno, mais de acordo com a ideologia do Estado Novo, ama a sua terra e defende os seus ideais até às últimas consequências. Após um desgosto de amor com a "livre" Angelina, Pedro acaba por se ver envolvido na guerra civil de Espanha, lutando pelos ideais de direita, que sempre defendeu. Curioso como Diogo, o defensor da liberdade, se limitou a abandonar o país sem lutar por nada enquanto Pedro e Amparo se sacrificaram para que ele fosse livre. Como aconteceu com Luís de Sttaw Monteiro em felizmente há luar que, ao retratar os miguelistas / absolutistas, não tinha outro intuito que o de denunciar o regime de Salazar, aqui, Miguel de Sousa Tavares, numa brilhante reconstituição dos tempos que precederam a ditadura de Salazar, parece denunciar a situação que actualmente se vive em Portugal.
Bom retrato do período em que se viveu a II Grande Guerra.
"No final sobrevivem os que não se desviaram do seu caminho".
Aconselhável a todos os amantes de boa Literatura!
Delfina Vernuccio
Bom retrato do período em que se viveu a II Grande Guerra.
"No final sobrevivem os que não se desviaram do seu caminho".
Aconselhável a todos os amantes de boa Literatura!
Delfina Vernuccio
O quinto filho, Doris Lessing

Harriet e David, duas pessoas que primam pela diferença mantendo a castidade, decidem casar-se. Compram uma casa muito para além das suas posses e decidem ter todos os filhos que a Natureza determinar. O pai de david sustenta tudo economicamente e a mãe de harriet escraviza-se a educar os netos. Harriet e David, sempre sustentados pelos outros, fazem na sua enorme casa festas de natal e Páscoa, sempre com inúmeros convidados, que também lá passam as férias estivas. Não obstante todos estarem em desacordo com tanta procriação sustentada pelo pai de david, o problema maior só surge quando Harriet engravida do quinto filho. Toda a gravidez corre mal e Harriet torna-se desagradável para os seus permanentes convidados que, aos poucos, se vão afastando. Mas o verdadeiro afastamento só se dá após o nascimento de Ben, o quinto filho. A criatura tem uma fome insaciável e uma força desmesurada. Com pouco mais de um ano esgana o cão e o gato e absorve todas as forças de Harriet. A situação torna-se de tal forma insustentável que ben acaba por ser enviado para um instituto. Meses depois Harriet vai visitá-lo e ao deparar-se com o "filho" medicado e meio morto numa camisa de forças decide trazê-lo de volta para casa. E assim começa a destruição da família que, aos poucos, se desmorona. Dorothy, a mãe de Harriet, afasta-se definitivamente e os próprios filhos do casal vão abandonando a casa para viver com outros familiares. Harriet acaba por ficar só com Ben, que se junta a um grupo de marginais e começa a participar em assaltos. Para "salvar" um filho, esta mãe destrói toda a família. Fica-nos a ideia de que este filho não é humano. Mas saliento, sobretudo, a força anímica de uma mãe que se desfaz em prol de um filho diferente. Uma realidade muito crua, mas que nos conduz à reflexão.
Delfina Vernuccio

A minha nova descoberta... o escritor que durante anos me recusei a ler conseguiu surpreender-me pelo seu magnífico domínio linguístico e pela forma como joga com as palavras, recriando-as. Magnífico! Só pararei quando tiver lido todos os livros. A arte moçambicana no seu melhor!!! Adoro! Fica um excerto para partilhar... " A fonte: ninho de água. Dali ela se constitui, emplumando-se ao modo de ser ave. Primeiro se pintainha, levantando o bico faminto à chuva que desce. A água nasce de ser plantada? Ou de pedra que se converte, lavando o tempo em suas mesmas lágrimas? Ninguém sabe, ninguém nunca viu. O parto da água não tem testemunha: aparecemos sempre depois."
Delfina Vernuccio
sábado, 11 de abril de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
O que ando a ler
A vida num sopro, José Rodrigues dos Santos
Uma maneira bonita de mergulharmos nas vivências dos nossos pais... o fôlego narrativo conduz-nos à leitura ininterrupta e na última página ficará, certamente, a sensação de que se quer sempre mais...
Uma maneira bonita de mergulharmos nas vivências dos nossos pais... o fôlego narrativo conduz-nos à leitura ininterrupta e na última página ficará, certamente, a sensação de que se quer sempre mais...
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